Uma operação policial deflagrada nesta terça-feira (13) mira agentes públicos suspeitos de colaborar com atividades criminosas ligadas à facção Comando Vermelho, no Rio de Janeiro. A investigação aponta que os policiais utilizavam seus cargos para repassar dados sigilosos e participar de negociações clandestinas envolvendo armas e munições.
O trabalho investigativo, que conta com a colaboração da Corregedoria da Polícia Militar e do Ministério Público do Rio de Janeiro, teve início em outubro de 2023. O ponto de partida foi a prisão de um policial militar e um civil que transportavam 100 quilos de cocaína em uma região suburbana da capital fluminense. A partir desse episódio, as autoridades identificaram uma estrutura organizada voltada para a compra, logística e distribuição de entorpecentes e armamento para comunidades dominadas pelo grupo criminoso.
Além do tráfico, o esquema envolvia o fornecimento de informações estratégicas sobre operações policiais para proteger os interesses da facção. Até as 8h10 desta terça-feira, três pessoas já haviam sido detidas, sendo um flagrante e dois cumprimentos de mandados de prisão.
Paralelamente, as autoridades apuram as circunstâncias da morte do policial militar preso em 2023. O agente foi assassinado com diversos disparos em julho deste ano, no momento em que chegava ao condomínio onde residia, na zona sudoeste da cidade. A investigação busca agora esclarecer se o homicídio possui relação direta com as atividades ilícitas e a rede de contatos que o policial mantinha com o crime organizado.







