O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou-se de forma contundente sobre as investigações que citam o seu nome em relação ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em documento enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin, o magistrado classificou o relatório produzido pelo ministro André Mendonça como “inconstitucional e ilegal”, negando qualquer tipo de irregularidade em sua conduta.
A manifestação, que conta com 44 páginas, foi entregue horas antes de uma reunião decisiva entre os ministros do STF, que avaliarão se Moraes deve ser alvo de investigação. No texto, o ministro descreve o relatório de Mendonça como “mentiroso e imprestável”, alegando que os diálogos citados são fantasiosos e carecem de comprovação factual.
Moraes argumenta que há uma tentativa de responsabilização baseada em anotações encontradas em um celular apreendido durante uma operação policial, sem que houvesse correspondência real nas conversas interceptadas. “Há uma tentativa de responsabilização objetiva por escritos de terceiro encontrados em ‘bloco de notas’ de celular, que foi apreendido em operação policial exitosa”, afirmou o ministro, destacando que 47 das 52 notas citadas não foram localizadas nos registros de WhatsApp.
Sobre as suspeitas envolvendo o Banco Master e a sociedade de advogados da qual sua esposa é sócia, o ministro foi enfático ao afirmar que nunca atuou em qualquer causa para a instituição financeira ou para Vorcaro. “São advogados e têm direito, como todos os demais advogados, a exercer a profissão, sempre com respeito à legislação e à ética”, defendeu Moraes, referindo-se à atuação profissional de sua família.
Por fim, o magistrado relacionou o episódio a uma tentativa de vingança e motivação político-eleitoral, conectando o caso aos julgamentos sobre a tentativa de golpe de Estado no Brasil. Moraes concluiu sua manifestação reafirmando a resiliência do STF: “A tentativa de Golpe não se encerrou em 8 de janeiro de 2023, simplesmente mudou seu modus operandi. Mas, assim como na primeira vez, o Supremo Tribunal Federal saberá resistir e sairá fortalecido”.







