O mercado financeiro revisou para cima, pela 13ª semana consecutiva, a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano. De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, a expectativa para a inflação oficial do país subiu de 5,09% para 5,11%, ultrapassando o limite superior da meta de tolerância de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.
Impacto dos conflitos globais e preços de combustíveis
A pressão inflacionária recente é impulsionada principalmente pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que afeta diretamente os preços de combustíveis e alimentos. Embora o IPCA acumulado em 12 meses até abril tenha ficado em 4,39% — dentro do teto estipulado —, as projeções futuras continuam sob estresse, dificultando a convergência para a meta central de 3%.
Taxa Selic e a estratégia do Banco Central
Para conter o avanço dos preços, o Comitê de Política Monetária (Copom) utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 14,5% ao ano. Na última edição do Focus, os analistas elevaram a previsão da Selic para o fim de 2026 de 13,25% para 13,5% ao ano, sinalizando que os juros devem permanecer elevados por mais tempo para desestimular o consumo e controlar a demanda aquecida.



