O mercado financeiro encerrou a sexta-feira (24) em um cenário de cautela, dividido entre os impactos das novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio. O dólar comercial manteve-se praticamente estável, cotado a R$ 5,081, registrando uma leve queda de 0,06% no dia, mas acumulando uma retração de 0,58% ao longo da semana.
Desempenho da Bolsa e Setores
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 1,52%, aos 174.041 pontos, atingindo a mínima do dia. O recuo foi impulsionado principalmente pela desvalorização do petróleo e do minério de ferro, que levaram investidores a realizar lucros em ações de petroleiras e mineradoras. Apesar do resultado negativo do pregão, o índice conseguiu fechar a semana com uma alta acumulada de 0,19%.
Geopolítica e Petróleo
A queda do petróleo foi o destaque do dia, motivada por expectativas de uma possível retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, com mediação do Paquistão e apoio da China. O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, encerrou o dia cotado a US$ 96,78, uma queda de 3,88%. O petróleo WTI também recuou 3,12%, fechando em US$ 89,31. Analistas, contudo, alertam que os riscos à oferta global persistem devido aos conflitos no Estreito de Ormuz e ataques no Mar Vermelho.
Tarifas Comerciais e Cenário Externo
Os investidores também digeriram a entrada em vigor das novas tarifas de 10% a 12,5% impostas pelos EUA a 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. Como essas medidas já eram esperadas, o mercado avalia que o impacto principal já está precificado nas ações. O real manteve um desempenho resiliente frente a outras moedas emergentes, sustentado pela elevada taxa de juros doméstica em comparação aos Estados Unidos, o que continua atraindo capitais financeiros para o país.



