Em uma reunião estratégica realizada nesta segunda-feira (10), na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das séries A e B aprovaram a implementação imediata de novas diretrizes de arbitragem. As mudanças, que seguem as normas da Internacional Board, serão aplicadas nas séries A, B, C e D masculinas, na Série A1 feminina e na Copa do Brasil.
Foco na fluidez do jogo
O objetivo central da iniciativa é reduzir o tempo perdido com paralisações e aumentar o tempo de bola rolando. A meta estabelecida pela Fifa é de pelo menos 60 minutos de jogo efetivo. Antes das alterações, a média na Série A do Campeonato Brasileiro era de 52 minutos e 54 segundos. Com as novas regras, a expectativa é um ganho de quase seis minutos por partida, aproximando o futebol nacional dos padrões observados nas ligas europeias.
Ajustes na arbitragem
Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF, destacou a importância da colaboração coletiva para o sucesso das medidas. “Nosso trabalho é transformar esse diagnóstico em ações concretas. Isso passa pela aplicação das novas regras, pela padronização dos critérios e pela capacitação dos árbitros, mas também depende da participação dos clubes e dos jogadores. O objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol”, afirmou.
Cronograma de implementação
Embora a maioria das mudanças entre em vigor imediatamente, existe uma exceção importante: a utilização do árbitro de vídeo (VAR) para a checagem de escanteios concedidos erroneamente só passará a valer a partir de 2027. As demais normas, que já foram testadas em competições globais como a Copa do Mundo, visam garantir maior justiça e dinamismo nas partidas. A CBF reforça que o relatório “Tempo de Bola Rolando no Futebol Brasileiro” serviu como base técnica para a adoção dessas novas diretrizes, que buscam modernizar o esporte no país.







