O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Cultura (MinC) lançaram um edital voltado à valorização dos saberes tradicionais. As inscrições para os Ciclos de Saberes de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e das Artes começam ao meio-dia desta terça-feira (29) e seguem até as 23h59 do dia 4 de outubro. O projeto conta com um investimento total de R$ 5 milhões para fomentar a integração entre a academia e a cultura popular.
O objetivo central da chamada pública é difundir os conhecimentos das culturas populares brasileiras, articulando-os com o ensino, a pesquisa e a extensão universitária. A iniciativa reconhece os mestres como agentes fundamentais de formação cultural e detentores de saberes essenciais para a preservação da diversidade do país. Os projetos selecionados deverão fortalecer os vínculos entre comunidades regionais, escolas públicas e instituições de ensino superior.
A participação é exclusiva para Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), que devem apresentar propostas em parceria obrigatória com mestras e mestres das culturas tradicionais. Essa colaboração pode ser estabelecida individualmente ou por meio de associações, coletivos, Pontos de Cultura, Escolas Livres ou organizações representativas. Além disso, a participação de secretarias de Educação ou escolas públicas de educação básica é um requisito fundamental para a execução das ações.
As atividades previstas no edital devem ser desenvolvidas em três frentes principais: ações dentro das universidades, como oficinas e rodas de conversa; vivências nos territórios dos mestres, como terreiros e associações culturais; e atividades pedagógicas em escolas públicas. A categoria A, por exemplo, é voltada para projetos de grande porte com articulação regional, prevendo até R$ 500 mil por proposta, com a exigência de envolver pelo menos dez mestres e atuar em três municípios diferentes.
Essa articulação visa não apenas a preservação do patrimônio imaterial, mas também a construção coletiva do conhecimento, estimulando o diálogo entre gerações e a valorização das identidades locais. Ao integrar o saber acadêmico à vivência prática dos mestres, o governo federal busca criar um ecossistema onde a diversidade cultural seja reconhecida como parte integrante da formação acadêmica e da educação básica no Brasil.







