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STF é pressionado por rapidez no julgamento da Lei Cota Zero em Mato Grosso

Organizações pedem ao STF rapidez no julgamento da Lei Cota Zero no Mato Grosso, citando prejuízos econômicos e sociais aos pescadores artesanais.
STF é pressionado por rapidez no julgamento da Lei Cota Zero em Mato Grosso

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu um novo conjunto de estudos e petições que solicitam celeridade no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) contra a chamada Lei Cota Zero em Mato Grosso. A legislação, que veda a comercialização e o transporte de peixes no estado, é alvo de críticas por parte de organizações socioambientais que apontam falhas estruturais e prejuízos às comunidades ribeirinhas.

Impactos sociais e econômicos da proibição

Segundo o Fórum Popular Socioambiental de Mato Grosso (Formad), a lei tem gerado marginalização e insegurança alimentar para os pescadores artesanais. A petição destaca que, além da perda de renda, a exigência de escolaridade para o acesso a auxílios pecuniários exclui mais de 83% da categoria do direito ao benefício, agravando a vulnerabilidade social no estado.

Contradições na proteção ambiental

O documento entregue ao STF contesta a justificativa ambiental da norma. As organizações afirmam que projetos de recuperação de espécies ameaçadas, como a Piraíba e a Dourada, nunca saíram do papel. Enquanto o turismo de pesca é favorecido, estudos da WWF-Brasil indicam que a pesca artesanal movimenta mais de R$ 100 milhões anuais, sendo severamente prejudicada pelas restrições atuais.