O Hamas oficializou nesta segunda-feira (6) a dissolução de seu governo de fato na Faixa de Gaza. A medida, que encerra mais de uma década de supervisão direta sobre os ministérios locais, é vista como um passo estratégico para a implementação de um plano de paz mediado pelos EUA.
Transição administrativa e incertezas
Apesar da dissolução do órgão governamental, o grupo afirmou que manterá o controle sobre a segurança e o policiamento na região. A proposta é que a administração passe para o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, um grupo composto por tecnocratas palestinos, conforme previsto no plano desenhado após o início do cessar-fogo em outubro.
Reação internacional e cenário local
O Conselho de Paz nomeado pelos EUA declarou que avaliará a transição com base em ações concretas, e não apenas em promessas. Enquanto isso, o cenário em Gaza permanece crítico, com o enclave ainda em ruínas e tensões persistentes com Israel, que mantém operações militares sob a justificativa de neutralizar ameaças militantes na região.



