A sociobioeconomia, modelo de desenvolvimento sustentável praticado por comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas, está deixando a invisibilidade. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam que o setor movimenta cerca de R$ 2,7 trilhões anualmente, o que equivale a 25,3% do PIB brasileiro.
Desafios no acesso ao crédito
Apesar do crescimento, especialistas apontam que o acesso a recursos financeiros ainda é um gargalo para produtores na ponta. Muitas cooperativas, como a COPABASE em Minas Gerais, levam mais de uma década para conseguir linhas de crédito adequadas, uma vez que as políticas de fomento tradicionais nem sempre são adaptadas à realidade dos negócios comunitários.
Impacto econômico e social
O fortalecimento da sociobiodiversidade é visto como estratégico para a agenda climática e de justiça social do país. Ao valorizar produtos como o baru ou óleos da Amazônia, o modelo prova que a floresta em pé gera mais renda e sustentabilidade do que a exploração predatória, transformando a lógica econômica de diversas regiões brasileiras.



