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Organizações pressionam STF por julgamento da Lei Cota Zero no Mato Grosso

Organizações ambientais pedem ao STF rapidez no julgamento da Lei Cota Zero no MT, apontando prejuízos a pescadores artesanais e falhas na proteção ambiental.
Organizações pressionam STF por julgamento da Lei Cota Zero no Mato Grosso

Um grupo de organizações, liderado pelo Fórum Popular Socioambiental de Mato Grosso (Formad), protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido urgente para o julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que questionam a chamada “Lei Cota Zero”. A legislação estadual proíbe a comercialização e o transporte de pescados em Mato Grosso, gerando intensos debates sobre seus reais impactos.

Impactos socioeconômicos e ambientais

Segundo as entidades, a justificativa ambiental para a lei carece de embasamento, uma vez que projetos de recuperação de espécies ameaçadas, como a Piraíba e a Dourada, não foram efetivados. Além disso, o documento aponta que a norma exclui grande parte dos pescadores artesanais do acesso a auxílios financeiros, impondo barreiras burocráticas como exigências de escolaridade que marginalizam comunidades ribeirinhas.

Prejuízos financeiros e falta de diálogo

Dados técnicos, incluindo estudos da WWF-Brasil, indicam que a proibição causa um prejuízo socioeconômico anual de quase R$ 34 milhões apenas na Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai. Enquanto a pesca artesanal movimenta mais de R$ 100 milhões anualmente no estado, a nova legislação privilegia exclusivamente o turismo de pesca. O governo de Mato Grosso foi procurado para comentar a ausência de projetos de recuperação e os critérios de assistência social, mas não se manifestou até o momento.