Captura e transferência de foragido
Roberto Prieto Filho, conhecido como “Betinho da Baixada” e apontado como um dos líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), encontra-se detido no Centro de Detenção Provisória IV, em Pinheiros, São Paulo. A prisão ocorreu na última terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, resultado de uma operação conjunta que contou com o apoio da Polícia Federal brasileira e da Polícia Civil de São Paulo, culminando na sua transferência para o país no dia seguinte.
Histórico de fuga e condenações
O criminoso estava foragido desde janeiro de 2022, quando foi resgatado de uma cadeia pública anexa ao 1º Distrito Policial de Guarujá, no litoral paulista, por homens armados com fuzis. Na mesma ocasião, Pablo Ribeiro Lopes Santos também foi libertado. Prieto foi julgado à revelia e condenado a uma pena de 20 anos, 2 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de narcotráfico, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
O juiz André Rossi, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Guarujá, validou a transferência e a prisão, destacando que a medida é “indispensável para a conveniência da instrução e para assegurar a aplicação da lei penal”. O magistrado ressaltou que não há dúvidas sobre o risco representado pela liberdade do indivíduo, dada a sua persistência em manter uma fuga transnacional por quase cinco anos.
Defesa contesta o processo
Apesar da captura, a defesa de Prieto, representada pelo advogado Áureo Tupinambá de Oliveira Filho, sustenta a inocência do cliente. Segundo o defensor, o processo ainda não transitou em julgado e estaria repleto de “várias nulidades”. A defesa contesta, especificamente, a fundamentação da decisão judicial que autorizou a busca e apreensão em 2021, quando foi encontrado cerca de um quilo de cocaína pura em um imóvel que, segundo a acusação, servia como escritório para as atividades ilícitas de Prieto.
Questionado sobre o episódio do resgate armado na cadeia pública, o advogado afirmou que não representava o acusado na época e, portanto, não comentaria o caso. Por outro lado, o Ministério Público de São Paulo mantém a tese de que o resgate, executado com armamento pesado, reforça a periculosidade e a organização do grupo criminoso liderado pelo detento.







