Durante visita ao santuário nacional em Aparecida, nesta segunda-feira (12), o vice-presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, manifestou-se sobre o papel da Justiça Eleitoral. Em entrevista coletiva, Alckmin defendeu que o órgão deve atuar com total isenção, posicionando-se como um guardião da liberdade de expressão e da liberdade política no Brasil.
O posicionamento ocorreu em um cenário de divergências internas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Recentemente, o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, ordenou a suspensão de um canal no WhatsApp intitulado ‘Exército do Lula’, após provocação do candidato Flávio Bolsonaro, que alegou a disseminação de notícias falsas. No entanto, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, reverteu a decisão, permitindo a reativação do canal. Um relatório técnico do TSE corroborou a ausência de conteúdos falsos na plataforma de apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Alckmin comentou as críticas recorrentes sobre a atuação de plataformas digitais e do Judiciário. ‘O que a gente ouve é muita reclamação, de plataformas que estariam derrubando os sites, derrubando manifestações. Vamos aguardar, eu acho que é importante a justiça ser isenta, ser guardiã da liberdade, da liberdade de expressão, da liberdade política’, afirmou o vice-presidente.
Além das questões eleitorais, o candidato abordou a polêmica envolvendo o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Diante de rumores sobre uma possível tentativa de destituição do título por grupos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro, Alckmin repudiou qualquer medida que atente contra tradições religiosas. ‘O Brasil é um país de paz. Toda medida de violência, medida que vai contra as tradições, à nossa cultura religiosa, as tradições religiosas, são muito ruins’, declarou.
Por fim, o vice-presidente relembrou a legislação de 2003, sancionada por Lula, que estabelece garantias para a liberdade de credo. Segundo Alckmin, o respeito deve ser universal, abrangendo católicos, evangélicos e cidadãos sem religião, reforçando que o conceito de religião está intrinsecamente ligado à ideia de união e respeito mútuo entre os brasileiros.







