O interesse pelo cinema pode surgir cedo, como demonstra a trajetória de Miguel Figueiredo Viglio. Aos 5 anos, ele já criava histórias com super-heróis e, aos 7, iniciou estudos em stop motion, técnica de animação quadro a quadro. Hoje, aos 14 anos, o jovem cineasta acumula prêmios nacionais e internacionais, consolidando sua paixão pela sétima arte, apesar dos desafios da carreira.
Miguel é um dos competidores do Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC), que acontece no Rio de Janeiro entre os dias 18 e 24 de outubro. Com programação gratuita, o evento ocupa espaços como o Teatro Municipal Carlos Gomes, o Instituto Cervantes e o Jardim Botânico. O jovem concorre com o filme Circo dos Horrores, obra que já foi premiada em festivais no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e reconhecida em países como Itália, Portugal e Alemanha.
Outro destaque do festival é Daniel Nini, de 16 anos, que iniciou sua jornada no teatro e migrou para o cinema. “Com 10 anos eu me toquei que poderia estar nos filmes e realizar filmes”, relata. Em seus primeiros projetos, Daniel utilizou apenas o celular, superando limitações técnicas com criatividade na edição. Com o tempo, o jovem conseguiu investir em equipamentos próprios a partir do trabalho como ator, demonstrando o comprometimento dos participantes com a qualidade de suas produções.
Uma das características mais marcantes do FIPC é a valorização do olhar jovem em todas as etapas. O Júri Oficial é composto inteiramente por crianças e adolescentes entre 8 e 17 anos, que possuem a responsabilidade de avaliar as obras de seus pares. Para Carina Ki, integrante do júri, a experiência é reveladora. “Fiquei muito impactada com a criatividade e todas as técnicas que elas usam”, afirma, destacando que a qualidade das produções muitas vezes surpreende pelo nível de maturidade artística apresentado pelos competidores.







