O movimento Mães de Maio, nascido da dor e da busca por justiça após os episódios violentos de 2006 em São Paulo, continua sua luta incansável contra a violência de Estado. Quase duas décadas depois dos crimes que vitimaram centenas de jovens periféricos, o grupo articula propostas legislativas para garantir que tais atrocidades não sejam esquecidas nem fiquem impunes.
Luta por memória e justiça
Débora Maria da Silva, uma das fundadoras, destaca que o movimento transformou o luto em uma rede de acolhimento e resistência. Recentemente, em parceria com a Conectas Direitos Humanos, as Mães de Maio enviaram apelos urgentes à ONU, denunciando a falta de responsabilização dos agentes públicos envolvidos em execuções sumárias e a ausência de reparação adequada às famílias.
A atuação do grupo vai além do protesto, envolvendo a elaboração de pesquisas e subsídios para o Judiciário. O objetivo central é impedir a prescrição de crimes cometidos por agentes do Estado e promover uma reforma na segurança pública que priorize a vida. Para os defensores públicos que acompanham a causa, a mobilização dessas mulheres é o que mantém viva a esperança de um desfecho justo.



