Edição Brasília

Especialista aponta herança da ditadura no sistema de segurança atual

Especialista afirma que sistema de segurança pública brasileiro mantém práticas da ditadura militar, com foco em letalidade e repressão.
Especialista aponta herança da ditadura no sistema de segurança atual

O sistema de segurança pública brasileiro ainda carrega traços profundos do período ditatorial, segundo especialistas em violência policial. Casos como o Massacre do Carandiru e operações recentes em periferias de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia revelam um padrão de atuação que prioriza a letalidade e o encarceramento em massa, atingindo majoritariamente jovens negros.

O modus operandi da repressão

Para o tenente-coronel aposentado e pesquisador Adilson Paes de Souza, a estrutura das polícias militares, criadas para o policiamento ostensivo durante a ditadura, não sofreu alterações significativas com a Constituição de 1988. Ele argumenta que a lógica de “eliminação do inimigo” e a execução sumária continuam operando sob uma fachada democrática, mantendo o autoritarismo nas instituições.

Débora Maria da Silva, fundadora do movimento Mães de Maio, reforça essa visão ao relatar crimes continuados que seguem a mesma lógica de retaliação. A falta de mecanismos de controle e a recorrência de chacinas demonstram que a segurança pública brasileira ainda não superou os abusos cometidos no passado, exigindo uma reforma estrutural urgente para garantir os direitos humanos.