Em maio de 2006, uma decisão administrativa desencadeou uma crise de segurança sem precedentes em São Paulo. A transferência de centenas de detentos para unidades de segurança máxima, incluindo lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), serviu de estopim para uma série de ataques coordenados que paralisaram a maior metrópole do país.
Caos nas ruas e pânico generalizado
A ofensiva começou com rebeliões em dezenas de presídios e rapidamente se espalhou para as ruas, visando delegacias, viaturas e agentes públicos. O pesquisador Bruno Paes Manso descreve o período como uma “bomba” que caiu sobre o estado, gerando um clima de incerteza onde boatos e realidade se misturavam, forçando o fechamento do comércio e do transporte público.
Relatos da época descrevem cidades desertas e o medo constante de confrontos. Enquanto a polícia reagia, o número de mortos subia drasticamente, expondo a fragilidade do sistema de segurança e a complexidade das organizações criminosas. Vinte anos depois, o episódio permanece como um marco de estudo sobre a violência urbana e o poder paralelo no Brasil.



