O Dia das Mães é uma data de celebração para muitos, mas para milhares de mulheres brasileiras, o domingo é marcado pela dor da ausência. Em 2025, o Brasil registrou 84.760 pessoas desaparecidas, deixando um rastro de incertezas e famílias em busca de respostas que muitas vezes demoram décadas para chegar.
A realidade das buscas
Mães como Clarice Cardoso, que busca seus dois filhos pequenos desaparecidos no Maranhão desde janeiro, enfrentam não apenas a angústia da perda, mas também a precariedade das investigações e o preconceito. A rotina dessas mulheres é dividida entre idas frequentes a delegacias e a busca incessante por pistas em comunidades e redes sociais, muitas vezes sem o suporte governamental adequado.
A luta por memória e justiça
Para essas famílias, a visibilidade é a única ferramenta contra o esquecimento. Elas exigem que o Estado aprimore os mecanismos de busca e que a sociedade demonstre mais solidariedade. A dor do desaparecimento é descrita como um luto suspenso, onde a esperança de um abraço de reencontro é o que mantém essas mães de pé diante de um labirinto burocrático e emocional.



