O Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu um comunicado oficial nesta quarta-feira (28) desmentindo a existência de qualquer operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em endereços vinculados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A nota da Corte é categórica ao afirmar que não há decisões judiciais vigentes que autorizem diligências contra o parlamentar.
O esclarecimento foi motivado pela circulação de informações que sugeriam uma ação policial na mansão do senador, localizada no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. O STF reforçou que, até o momento, inexistem mandados ou operações policiais em curso contra o político, que se encontra no centro de atenções após o recente pleito presidencial.
Flávio Bolsonaro é alvo de investigações no Supremo, incluindo um inquérito sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes que apura supostos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O processo também envolve o advogado Willer Tomaz. Adicionalmente, o senador responde a outro inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, relacionado ao Banco Master. Neste caso, apura-se um pedido de R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que seriam destinados à produção de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar reconheceu a troca de mensagens, mas nega qualquer ilegalidade, classificando a busca de recursos como uma captação privada.
A situação jurídica do senador ganhou contornos complexos após a derrota nas eleições. Embora tenha afirmado publicamente em vídeo que permaneceria no país para enfrentar as acusações, o parlamentar deixou o Brasil via terrestre e seguiu para os Estados Unidos em um jatinho particular. A saída ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes determinar a apreensão de seus passaportes, medida motivada por indícios de risco de fuga apontados pela Polícia Federal. Mesmo com a saída do país, os inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal seguem seu curso regular, sem interrupções decorrentes da ausência do investigado em território nacional.







