A série documental Ciência Flutuante estreia nesta sexta-feira (30), às 23h, trazendo um olhar inovador sobre a produção científica realizada na região amazônica. Composta por dez episódios semanais, a obra acompanha o trabalho de campo de especialistas que buscam compreender o bioma a partir de uma perspectiva integrada, onde o laboratório se expande para florestas, rios, comunidades quilombolas e áreas urbanas.
Ciência e território
Um dos diferenciais da série é a interação entre pesquisadores e estudantes da rede pública de ensino nos estados do Amazonas e do Pará. Essa troca de conhecimentos permite que os jovens participem da jornada com questionamentos sobre o cotidiano e o futuro da região. A produção destaca nomes renomados, como o engenheiro florestal Niro Higuchi, o biólogo Valdely Kinupp, a pesquisadora Marilene Corrêa, a arqueóloga Edithe Pereira, o pesquisador Julio Schweickardt, o escritor Jaime Diákara, o engenheiro de pesca Álvaro Lima e o ornitólogo Mário Cohn-Haft.
A direção e o roteiro são assinados por Flávia Abtibol, produtora afro-ameríndia com mais de duas décadas de atuação na Amazônia. Sua experiência prévia em comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas confere à série uma sensibilidade única ao retratar a ciência que nasce do território.
Preservação como ciência
O episódio de estreia foca nas soluções para a conservação da floresta, destacando as investigações de Niro Higuchi. O documentário utiliza a reserva do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) como cenário para demonstrar que manter a floresta em pé é um processo científico complexo, que envolve medições rigorosas e observação constante de árvores centenárias.
A obra é resultado de investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA/Ancine), por meio do Prodav TVs Públicas, reforçando o compromisso com o fomento à produção nacional independente. A iniciativa faz parte de um conjunto de 39 projetos selecionados para ampliar a oferta de conteúdos audiovisuais de alta qualidade no país.







