Os rodoviários do Rio de Janeiro decidiram, em assembleia realizada nesta terça-feira (7), manter o estado de greve. A decisão visa aguardar as novas rodadas de negociação do dissídio coletivo da categoria, previstas para ocorrer nesta quarta-feira (8). Até o momento, a operação dos ônibus municipais segue sem interrupções.
Negociações e reivindicações
Durante as tratativas, órgãos como o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-1) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) pressionam por uma proposta de reajuste mais robusta, sugerindo patamares próximos aos 5% concedidos em outras regiões fluminenses. A categoria, que inicialmente pleiteava um reajuste de 17%, sinalizou flexibilidade, reduzindo a proposta para 12% em duas parcelas.
Impacto no setor
Além do reajuste salarial, os trabalhadores buscam a valorização dos pisos para motoristas e a implementação de um tíquete alimentação de R$ 1 mil. A greve, iniciada em 29 de junho, também levanta questões sobre a jornada de trabalho e o pagamento do intervalo de refeição como horas extras, pontos cruciais para a manutenção da dignidade salarial dos profissionais.



