O plano de governo do candidato à Presidência pelo partido Novo, Romeu Zema, apresenta uma estrutura dividida em 15 eixos temáticos. Entre as propostas centrais, destaca-se a eliminação de supersalários para agentes públicos, a redução de taxas de juros e de impostos sobre operações financeiras, além da implementação de um regime de trabalho alternativo à CLT.
Na área da segurança pública, o documento sugere classificar facções criminosas como organizações terroristas. A proposta inclui a construção de presídios de segurança máxima em locais remotos, a integração das Forças Armadas com as polícias e a obrigatoriedade de prisão preventiva na terceira reincidência em flagrante. O plano também defende a redução da maioridade penal para 16 anos e o fim da progressão acelerada de penas, além de ampliar o funcionamento das delegacias da Mulher para 24 horas.
O combate à corrupção e a reforma do Judiciário também ocupam espaço relevante. Zema propõe restringir o foro privilegiado exclusivamente ao Presidente da República e condicionar a progressão de pena para condenados por corrupção à devolução integral dos valores desviados. Em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), o texto sugere limitar o poder individual de ministros para suspender leis ou bloquear políticas públicas, além de criar uma corregedoria para a corte e proibir que parentes de magistrados atuem como advogados em tribunais superiores.
A agenda econômica do candidato prevê um “choque fiscal” para reduzir juros e a diminuição do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em empréstimos, além de cortes no Imposto de Renda para empresas. O programa contempla ainda uma reforma previdenciária abrangente, incluindo estados, municípios e militares, com reajuste automático da idade de aposentadoria conforme a expectativa de vida. Por fim, o documento propõe a privatização de todas as estatais e a venda de imóveis públicos sem uso, buscando otimizar a gestão do patrimônio nacional.







