O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), desembargador Dorival Renato Pavan, assumiu interinamente a chefia do Poder Executivo estadual neste domingo (1º). A medida ocorre em um cenário de sucessão temporária, visto que o magistrado ocupa o cargo de terceiro na linha de comando do estado.
Motivos da licença e sucessão
A necessidade da posse interativa surgiu após o governador Eduardo Riedel (PP), reeleito no primeiro turno em 4 de outubro de 2026, solicitar licença para um período de descanso. O vice-governador, Barbosinha (Republicanos), também oficializou o afastamento de suas funções pelo mesmo motivo. Ambos comunicaram a decisão por meio de um ofício enviado à Assembleia Legislativa, no qual Riedel detalhou que planejava se ausentar do estado e, possivelmente, do país.
Como o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro (PP), também informou que estaria ausente durante esta semana para cumprir compromissos de agenda, a responsabilidade de chefiar o Executivo recaiu sobre o presidente do TJ-MS. Pavan deve permanecer no cargo até a próxima sexta-feira (6), data em que termina a licença do governador titular.
Compromisso com a continuidade
Ao assumir a função, o desembargador Dorival Renato Pavan enfatizou que sua gestão será pautada pela manutenção da estabilidade administrativa. “Não haverá, portanto, qualquer propósito de promover inovações administrativas, alterações nas políticas públicas ou intervenções que possam afetar o plano de governo e a execução orçamentária em curso, cuja condução compete legitimamente ao governador titular”, assegurou o magistrado.
O governador Eduardo Riedel manifestou confiança na transição temporária. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele agradeceu a Pavan e declarou: “Não tenho dúvida nenhuma de que o estado estará em ótimas mãos durante esta semana”. Segundo registros do TJ-MS, esta é a quarta vez desde abril de 2002 que um presidente da Corte assume o comando do governo estadual.







