O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, apresentou seu plano de governo intitulado “Para o Brasil Vencer o Atraso”. Com 76 páginas, o documento detalha uma agenda focada na redução da máquina pública, digitalização da economia e uma postura rigorosa no combate à criminalidade. O programa propõe um “tesouraço” nos gastos públicos, incluindo uma reforma administrativa que prevê o corte de dez ministérios e a revisão do pacto federativo com estados e municípios.
Segurança Pública e Encarceramento
Um dos pilares centrais da proposta é a segurança. O plano sugere a classificação de facções criminosas e milícias como organizações narcoterroristas. Para conter o tráfico de drogas, o candidato propõe o uso de uma “tropa de elite” das Forças Armadas no patrulhamento das fronteiras. Além disso, o documento defende a redução da maioridade penal de 18 para 14 anos para crimes hediondos, como estupro, tortura, tráfico e homicídio.
Economia e Infraestrutura
No campo econômico, o candidato busca incentivar o consumo das famílias através da redução de impostos sobre combustíveis e energia elétrica, além de uma revisão na reforma tributária. O objetivo principal é forçar a queda dos juros no país por meio da austeridade fiscal. O programa também prevê a criação de corredores logísticos para baratear o transporte de alimentos, o aumento da capacidade de armazenamento de safras e o fomento à produção nacional de fertilizantes.
Tecnologia e Educação
A digitalização de serviços públicos é outra frente de atuação. A proposta inclui a integração de prontuários de saúde entre sistemas públicos e hospitais privados, além da oferta de telemedicina em áreas com carência de profissionais. Na educação, o plano defende a adoção do método fônico de alfabetização e a implementação de um sistema de vouchers para que famílias possam custear mensalidades em creches privadas, visando ampliar o acesso ao ensino básico.







