Crescimento do Pix no setor de alimentação
O Pix consolidou-se como uma ferramenta essencial para o setor de bares e restaurantes no Brasil, alcançando 20,5% das vendas presenciais. De acordo com uma pesquisa realizada com 2.109 pontos comerciais, o sistema de transferência instantânea tem ganhado espaço rapidamente, especialmente entre pequenos estabelecimentos e redes de alimentação rápida. Embora o cartão de crédito ainda lidere as transações, com 41,5% de participação, o Pix tem avançado sobre o espaço anteriormente ocupado pelo dinheiro em espécie.
Perfil de adesão por faturamento
A adesão ao Pix é significativamente mais intensa em empresas de menor porte. Estabelecimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil registram que 30,4% de suas vendas de balcão e salão são realizadas via Pix. Em contrapartida, empresas com faturamento superior a R$ 1 milhão apresentam uma adoção mais moderada, variando entre 14,9% e 17,5%. Esse comportamento demonstra que pequenos empresários encontraram no Pix uma solução eficiente para reduzir custos e melhorar a previsibilidade do fluxo de caixa.
Diferenças regionais e por tipo de negócio
O uso do Pix varia conforme a região do país. O Norte lidera o ranking, com 29,8% das vendas sendo realizadas pelo sistema, superando inclusive o cartão de débito. O Nordeste aparece logo em seguida, com 24,2%. Nas demais regiões, o Pix ocupa a terceira posição, mas já é considerado um meio de pagamento consolidado. Em relação ao tipo de estabelecimento, as redes de alimentação rápida lideram a utilização, com 24,6% das transações, seguidas por restaurantes especializados e bares.
Vantagens para o empresário e o cliente
O presidente da entidade responsável pelo levantamento, Paulo Solmucci, destacou que o sucesso do Pix se deve à combinação de rapidez, praticidade e segurança. “O cliente quer rapidez, praticidade e segurança no momento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa”, afirmou em nota. Enquanto o Pix cresce, o dinheiro em espécie continua em queda livre, representando hoje apenas 8,3% das vendas presenciais, enquanto o cheque tornou-se residual, com menos de 1% de participação no mercado.







