O Prêmio Nobel de Química de 2026 foi concedido aos cientistas Henri Kagan, da França, e Kenso Soai, do Japão. A dupla foi reconhecida por solucionar um desafio científico de longa data relacionado à formação de imagens espelhadas de moléculas únicas. A descoberta possui implicações diretas e significativas para a produção de medicamentos, conforme detalhado pelo comitê responsável pela premiação.
Durante o anúncio, o professor Kenso Soai expressou sua satisfação ao compartilhar o reconhecimento com seu colega. O Prêmio Nobel de Química, tradicionalmente o terceiro a ser revelado na semana de premiações, sucede os anúncios das categorias de Medicina e Física. Segundo Heiner Linke, presidente do Comitê Nobel de Química, o trabalho premiado este ano foca na química fundamental, explorando o fenômeno da homoquiralidade.
Muitas moléculas vitais existem em duas formas que funcionam como imagens espelhadas, comparáveis às mãos esquerda e direita. No entanto, organismos vivos utilizam predominantemente apenas uma dessas versões. O trabalho dos laureados demonstrou como reações químicas podem ser direcionadas para favorecer uma única imagem espelhada. Essa técnica é crucial para a indústria farmacêutica, visto que, em muitos medicamentos, uma variante da molécula possui efeito terapêutico, enquanto a outra pode gerar efeitos colaterais prejudiciais.
Os prêmios Nobel, instituídos pelo testamento de Alfred Nobel, vêm sendo entregues desde 1901. O evento de entrega das medalhas ocorrerá em Estocolmo no dia 10 de dezembro, aniversário da morte de Nobel, seguido por um banquete oficial. Além da distinção acadêmica, os vencedores dividirão o prêmio de 12 milhões de coroas suecas, equivalente a aproximadamente US$ 1,2 milhão.







