O Prêmio Nobel de Medicina de 2026 foi concedido nesta segunda-feira (5) ao norte-americano Karl Deisseroth e aos alemães Peter Hegemann e Georg Nagel. A premiação reconhece suas contribuições fundamentais no campo da optogenética e o estudo de canais iônicos ativados pela luz, tecnologias que revolucionaram a compreensão sobre o funcionamento cerebral.
O impacto da optogenética
A Assembleia Nobel do Instituto Karolinska, na Suécia, destacou que a optogenética permite ativar ou desativar células nervosas individuais em um cérebro vivo. Segundo Thomas Perlmann, secretário-geral da Assembleia, o método é amplamente utilizado em laboratórios globais para desvendar mistérios neurológicos. Em aplicações clínicas, a técnica já é testada para restaurar a visão em pacientes com retinite pigmentosa através da inserção de proteínas sensíveis à luz na retina, além de prometer melhorias significativas em implantes cocleares.
Trajetória da descoberta
A pesquisa teve início na década de 1990, quando Hegemann investigou a reação da alga Chlamydomonas à luz. Nagel avançou ao descobrir a canalrodopsina-2, um canal iônico ativado por luz. Em 2003, ambos demonstraram que a proteína poderia gerar impulsos elétricos em células humanas e de hamsters. Em 2005, Deisseroth, da Universidade de Stanford, aplicou a técnica em células nervosas de ratos, consolidando o método que viria a ser batizado de optogenética.
Reconhecimento e premiação
Os três laureados dividirão o prêmio de 12 milhões de coroas suecas, equivalente a US$ 1,2 milhão. Perlmann relatou que os cientistas receberam a notícia com surpresa e alegria, enfatizando a honra de compartilhar a conquista com colegas a quem consideram amigos. O anúncio do Nobel de Medicina abre a temporada de premiações, que incluirá nos próximos dias as categorias de física, química, literatura, paz e economia.







