O Museu Nacional, localizado no Rio de Janeiro, completa 208 anos e marca a data com a abertura de duas exposições inéditas a partir deste domingo (21). Ocupando seis salas do Paço de São Cristóvão, as mostras simbolizam a resiliência da instituição, que segue em um complexo processo de reconstrução após o trágico incêndio de 2018.
Arte e Ciência como pilares da memória
A exposição “Rescaldo das Memórias”, do artista Vik Muniz, utiliza cinzas e fragmentos resgatados do palácio para criar esculturas e fotografias. Instalada no local onde o incêndio começou, a obra convida o público a refletir sobre a perda e a capacidade de reinvenção. Já a mostra “Bastidores da Ciência” destaca o trabalho técnico e criativo das equipes do museu, exibindo desde a restauração de peças até a paleoarte e modelagem digital.
Um olhar para o futuro
Além das obras de Muniz, a celebração inclui instrumentos musicais criados com madeira recuperada do incêndio e uma vitrine especial celebrando o bicentenário das relações entre Brasil e Suécia. Com 75% das fachadas e 80% dos telhados já restaurados, o Museu Nacional reafirma seu compromisso com a sociedade, unindo seu legado histórico a uma visão de futuro inovadora e científica.



