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Manicômios Judiciários: O Desafio da Desinstitucionalização no Brasil

Saiba como o Brasil está avançando no fechamento dos manicômios judiciários e os desafios para a desinstitucionalização de pacientes com transtornos mentais.
Manicômios Judiciários: O Desafio da Desinstitucionalização no Brasil

A realidade dos manicômios judiciários

No primeiro semestre de 2025, o Brasil ainda contava com 1.655 pessoas internadas em hospitais de custódia. Esses pacientes, que possuem transtornos mentais e entraram em conflito com a lei, aguardam a efetiva aplicação da resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de 2023, que determina o fechamento definitivo dessas unidades.

O fim das instituições asilares

A política antimanicomial busca alinhar o sistema judiciário à Lei da Reforma Psiquiátrica, que proíbe a internação de longa duração. Embora estados como Ceará e Goiás já tenham encerrado as atividades de seus manicômios, a medida enfrenta resistência de entidades como a Associação Brasileira de Psiquiatria, que questiona a estrutura da rede pública de saúde para receber esses pacientes.

Avanços e perspectivas

Apesar dos desafios, o número de internações caiu significativamente desde 2023. O programa Caminhos da Reportagem, exibido na TV Brasil, explora as alternativas para o cuidado humanizado, destacando que a desinstitucionalização é um processo complexo que exige suporte contínuo para garantir que os pacientes recebam o tratamento adequado fora dos muros das instituições penais.