Às vésperas da nova reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado financeiro elevou, pela segunda semana consecutiva, a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, para o fim de 2026. De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (16), a expectativa dos analistas subiu de 13,5% para 13,75% ao ano.
Impacto da inflação e estimativas futuras
A revisão para cima reflete a persistente pressão inflacionária sobre a economia brasileira. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu pela décima quarta semana seguida, atingindo 5,3% e superando o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%.
Como a Selic afeta a economia nacional
A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quando os juros sobem, o crédito fica mais caro, o que desestimula o consumo e a produção, ajudando a conter a alta dos preços. Por outro lado, taxas elevadas tendem a desacelerar o crescimento econômico e dificultar a expansão das empresas.



