O Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, recebe uma exposição gratuita que celebra a riqueza cultural e os métodos de ensino dos povos originários. A mostra reúne registros e experiências do movimento das Escolas Vivas, apresentando ao público a transmissão de saberes tradicionais de etnias como Guarani Mbya, Baniwa, Huni Kuin, Maxakali e Tukano-Desana-Tuyuka.
Descolonizando o aprendizado através da arte
Com curadoria da filósofa e educadora Cristine Takuá, a exposição propõe uma reflexão sobre a descolonização do ensino. Ao contrário do modelo escolar clássico, o movimento das Escolas Vivas valoriza a troca constante de conhecimentos ancestrais por meio da arte, da espiritualidade e da relação íntima com o território e a memória coletiva.
Obras coletivas e instalações sensoriais
Os visitantes podem contemplar obras produzidas em oficinas comunitárias, como a instalação “O umbigo do mundo” do povo Baniwa, feita com trançados de fibra de tucum, e os grafismos tradicionais dos Huni Kuĩ. A mostra conta ainda com os mastros rituais dos Maxakali e uma farmácia amazônica repleta de plantas medicinais, elixires e bálsamos tradicionais.



