Apesar de o Brasil registrar um avanço significativo no número de pessoas conectadas, atingindo 90,5% da população em 2025, a inclusão digital ainda é feita pela metade. O contraste é visível em locais como o Recife Antigo, onde a comunidade do Pilar convive lado a lado com o Porto Digital, um dos maiores polos tecnológicos do país, mas sem usufruir dos mesmos benefícios.
A barreira invisível dos bytes
Líderes comunitários apontam que, embora barreiras físicas tenham sido derrubadas, o “muro” agora é tecnológico. Enquanto empresas no Porto Digital faturam bilhões, famílias na comunidade do Pilar enfrentam dificuldades de acesso a equipamentos básicos. Dados da PNAD-TIC 2026 reforçam esse cenário: quase 60% dos domicílios brasileiros não possuem computadores ou tablets, limitando o uso da rede apenas a planos de dados móveis restritos.
Desafios para a cidadania digital
Especialistas em telecomunicações alertam que a dependência exclusiva de telefonia móvel prejudica o acesso a serviços públicos, educação e trabalho. O custo elevado da banda larga fixa e a falta de dispositivos adequados impedem que a inclusão digital seja plena, mantendo uma parcela significativa da população à margem das oportunidades oferecidas pela economia digital moderna.



