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IA e tecnologia digital ajudam cientistas a “traduzir” estresse ambiental

Cientistas utilizam inteligência artificial para monitorar o estresse de seres vivos e criar um Índice de Resiliência Metabólica inovador em Recife.
IA e tecnologia digital ajudam cientistas a "traduzir" estresse ambiental

A sabedoria popular de observar a natureza para prever o tempo está ganhando um aliado de alta tecnologia. Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) estão desenvolvendo um projeto inovador em Recife que utiliza inteligência artificial e dispositivos digitais para decodificar as reações de seres vivos ao estresse urbano, funcionando como um verdadeiro tradutor ambiental.

Como funciona a tradução da natureza

O monitoramento capta dados biológicos diversos, como os sons de morcegos, a transpiração de árvores nativas, o voo de abelhas e até o ritmo de abertura das conchas de ostras. Essas informações são comparadas com o comportamento das mesmas espécies em áreas de preservação ambiental, revelando o nível de esforço que cada organismo faz para sobreviver na cidade.

O Índice de Resiliência Metabólica

A meta final da pesquisa é consolidar esses dados no Índice de Resiliência Metabólica (IRM). Semelhante ao IDH, este novo indicador medirá a saúde ecológica de uma região a partir de reações biológicas reais e impossíveis de serem mascaradas, oferecendo uma ferramenta precisa para a gestão ambiental urbana.