A greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) entrou em seu segundo dia nesta quarta-feira (5). A decisão de manter a paralisação parcial foi tomada pela categoria na noite de terça-feira (4), impactando diretamente o funcionamento das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Em resposta à situação, a prefeitura de São Paulo optou por suspender novamente o rodízio de veículos na capital paulista.
Impactos na circulação e plano de contingência
A operação das linhas afetadas ocorre de forma restrita. A Linha 11-Coral opera apenas entre as estações Barra Funda-Palmeiras e Guaianases, sendo que o trecho até Estudantes é suprido pelo sistema Paese de ônibus. Na Linha 12-Safira, os trens circulam entre Brás e Engenheiro Goulart, com o trajeto até Calmon Viana coberto por ônibus emergenciais. Já a Linha 13-Jade apresenta intervalos maiores entre as estações e o Aeroporto de Guarulhos, também com suporte do sistema Paese.
Para minimizar os transtornos aos passageiros, o metrô antecipou sua abertura para as 4h nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, que também contam com reforço na frota de trens em circulação.
O impasse trabalhista
O cerne do conflito reside na exigência dos trabalhadores por garantias formais de emprego. A categoria reivindica segurança para os funcionários que atuavam nas linhas 11, 12 e 13, concedidas à empresa Trivia Trens em julho deste ano. Segundo os sindicalistas, faltam instrumentos que assegurem a estabilidade dos vínculos empregatícios.
O governo do estado de São Paulo contesta a alegação, afirmando que, dos 4.648 funcionários, cerca de 1.300 ainda aguardam realocação, mas que existem compromissos concretos para a manutenção de todos os postos de trabalho. Uma audiência de conciliação, agendada para hoje (5) às 12h, reunirá o sindicato, o governo estadual e a CPTM para tentar definir o fim da paralisação e garantir o retorno pleno das atividades ferroviárias.







