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GDF apresenta investimentos em moradia na Campanha da Fraternidade 2026

GDF detalha meta de 80 mil casas e o programa Cheque Moradia no lançamento da Campanha da Fraternidade 2026. Saiba mais sobre as ações habitacionais em Brasília.
GDF apresenta investimentos em moradia na Campanha da Fraternidade 2026

O Governo do Distrito Federal (GDF) reforçou seu compromisso com a política habitacional durante o lançamento da Campanha da Fraternidade 2026 em Brasília, realizado nesta quinta-feira (19). Representando o Executivo local, o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, apresentou um balanço detalhado das iniciativas e investimentos implementados desde 2019 para combater o déficit de moradias na capital federal. O evento, promovido pela Arquidiocese de Brasília no Colégio Marista da Asa Sul, ocorre em sintonia com o tema deste ano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): “Fraternidade e Moradia”.

Durante a apresentação, o secretário destacou que a dignidade humana está intrinsecamente ligada ao acesso a um lar seguro e regularizado. José Humberto enfatizou que o GDF trabalha sob um planejamento urbano rigoroso, que une a vigilância constante contra ocupações irregulares a programas habitacionais inclusivos. Segundo o gestor, o objetivo central é garantir que todas as classes sociais tenham acesso à chamada “moradia legal”, transformando áreas antes desassistidas em bairros estruturados com infraestrutura completa.

Estratégias para reduzir o déficit habitacional no DF

A estrutura da política habitacional do Distrito Federal sustenta-se em três pilares fundamentais. O primeiro e mais ambicioso é a meta de construir 80 mil novas unidades habitacionais. Atualmente, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) possui uma lista de 96 mil pessoas inscritas. O secretário explicou que o governo realiza um recorte social preciso para atender prioritariamente os mais necessitados. Para famílias em situação de vulnerabilidade extrema e pessoas com deficiência, o GDF entrega lotes urbanizados sem custo, como os 450 lotes no Sol Nascente e os dois mil no Residencial Tamanduá, no Recanto das Emas.

Além da construção direta, o GDF opera programas de subsídio financeiro que facilitam a aquisição da casa própria para quem possui renda de até três salários mínimos. Um dos destaques é o programa Cheque Moradia, criado pelo governador Ibaneis Rocha em parceria com a Câmara Legislativa. A iniciativa concede um benefício de R$ 16 mil para que o cidadão possa dar entrada no seu imóvel, removendo uma das principais barreiras financeiras para as famílias de baixa renda. Somado aos recursos destinados à reforma de casas precárias, o investimento nesses programas já atinge a marca de R$ 80 milhões.

A dimensão social da moradia e o diálogo com a Igreja

O cardeal arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar Costa, ressaltou a importância da Campanha da Fraternidade como um chamado à reflexão sobre as necessidades sociais. Para o líder religioso, a fé possui uma dimensão prática que exige um olhar atento aos problemas da comunidade, sendo a moradia um dos direitos mais fundamentais para a promoção da dignidade humana. Dom Paulo celebrou o diálogo profícuo entre a Igreja e o Estado, reforçando que a colaboração mútua é essencial para alcançar aqueles que mais precisam de assistência.

O evento também serviu como um espaço de preparação para agentes pastorais, que atuarão como multiplicadores do tema da campanha em suas comunidades. Ao encerrar sua participação, o secretário José Humberto Pires reiterou que o governo permanece aberto a sugestões da sociedade civil para aprimorar as políticas públicas. A integração entre o planejamento técnico do GDF e a sensibilidade social proposta pela Campanha da Fraternidade 2026 sinaliza um avanço significativo na busca por soluções sustentáveis para a crise habitacional no Distrito Federal.