O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade o envio de forças federais para atuar nas Eleições 2026 no Rio de Janeiro. A medida visa garantir que os eleitores fluminenses possam exercer seu direito ao voto com segurança e tranquilidade no dia 4 de outubro. O reforço foi solicitado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e conta com o apoio do governo estadual.
Segurança em áreas de risco
O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, destacou a importância da presença militar, especialmente diante da complexidade do cenário fluminense. “Temos plena confiança na atuação das forças de segurança do estado, mas uma eleição exige mobilização excepcionalmente grande. Serão cerca de 5 mil locais de votação funcionando simultaneamente”, explicou o magistrado.
A preocupação central das autoridades não se limita apenas a episódios ostensivos de violência, mas também a formas mais sutis de intimidação. Segundo Tavares, em áreas sob controle de organizações criminosas, o risco de que o domínio territorial se transforme em controle sobre a vontade do eleitor é real. “Onde houver risco de que o controle territorial se transforme em controle sobre a vontade do eleitor, o Estado precisa estar presente. O voto tem que ser livre em cada seção eleitoral do Rio”, reforçou.
Estratégia integrada
O planejamento para o dia da votação envolve uma atuação integrada entre órgãos de inteligência e segurança pública. Entre as medidas previstas estão o compartilhamento de informações estratégicas e a transferência de locais de votação situados em zonas consideradas de alto risco. O objetivo é assegurar que o eleitor possa chegar à urna, realizar sua escolha e retornar para casa sem sofrer qualquer tipo de interferência.
As tropas que atuarão no pleito serão compostas por militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Para o desembargador, o suporte federal é fundamental para proteger a democracia. “O eleitor precisa chegar ao dia 4 de outubro com uma certeza: haverá uma estrutura robusta trabalhando para que ele possa entrar na seção eleitoral, fazer a sua escolha e sair dela sem qualquer tipo de intimidação ou interferência”, concluiu Tavares.







