O Centro Histórico de Salvador, na Bahia, foi palco da abertura oficial da décima edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) na noite desta quarta-feira (5). O evento, que se consolidou como um dos principais encontros culturais do país, iniciou suas atividades com uma programação vibrante, marcada por apresentações musicais e intervenções poéticas que celebraram a literatura brasileira.
Homenagens e atrações culturais
A cerimônia de abertura contou com um show da cantora e compositora Belô Velloso e uma performance teatral dedicada à poetisa Myriam Fraga (1937-2016), a grande homenageada desta edição. A Flipelô, inspirada na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e realizada anualmente pela Fundação Casa de Jorge Amado, reafirma seu papel como um espaço de resistência e intercâmbio cultural.
Vozes da literatura baiana
O evento atraiu escritores de diversas regiões. Maria do Carmo, autora de “Trilhas de Alforria”, destacou a importância da gratuidade do evento: “Vejo a Flipelô com muita alegria porque a população tem acesso a ela sem custo nenhum. É também uma mistura de culturas, não só literária, mas de música, dança e representação teatral”. Já Magnólia Gomes de Oliveira, fundadora do coletivo Autores da Resistência, apresentou sua obra “Destinos Entrelaçados” e ressaltou o compromisso do grupo em transformar o Brasil em um país de leitores.
Literatura como essência
O escritor Domingos Ailton, secretário de Cultura e Turismo de Jequié (BA), também marcou presença para lançar “Anésia Cauaçu”, obra que narra a trajetória da primeira mulher a ingressar no cangaço. Para Ailton, a literatura é fundamental para a existência humana: “A literatura é a essência da vida. Desde o tempo das narrativas orais, que depois se tornaram livros, a gente não pode pensar em falar, escrever, pensar ou refletir sem a literatura”. A Flipelô segue como um pilar de incentivo à leitura e valorização da cultura regional baiana.







