A oitava edição da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei) terá início na próxima quarta-feira (5), ocupando diversos pontos da região central de São Paulo até domingo (9). O evento, que se consolidou desde 2018 como um importante palco de resistência cultural e pensamento crítico, contará com mais de 180 convidados e 65 mesas de debates com acesso gratuito ao público.
Programação e convidados de renome
O festival abordará temas urgentes como os ataques israelenses à Palestina, saúde mental, direito ao aborto, violência racial e de gênero, justiça climática e inteligência artificial. Entre os destaques internacionais estão Ruth Wilson Gilmore, referência em abolicionismo penal; o jornalista Gideon Levy, autor de “O Massacre de Gaza”; e a ativista Medea Benjamin. O cenário nacional será representado por nomes como a deputada Luiza Erundina, a escritora Cida Bento, a líder indígena Txai Suruí e o filósofo Vladimir Safatle.
A organização da Flipei também confirmou a remontagem da exposição “Funk: um Grito de Ousadia e Liberdade”, com curadoria de Renata Prado. A mostra, que teve seu encerramento antecipado no Museu da Língua Portuguesa após pressões políticas, será exibida na Central 1926. A organização do festival definiu o fechamento anterior como uma “censura descarada” e reafirmou o papel do evento como um território livre para manifestações periféricas e insurgentes.
Locais e propósito
As atividades ocorrerão no Espaço Cultural Elza Soares, Café Colombiano, Pratododia, Sol y Sombra Bar e Central 1926. A Flipei continua a promover a bibliodiversidade e o debate sobre os rumos da política e dos movimentos sociais, mantendo seu compromisso com a pluralidade de vozes e o engajamento intelectual.







