A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), situada no bairro de Perdizes, na Zona Oeste da capital, registrou um movimento intenso e filas extensas durante o pleito. Como o maior local de votação do estado, a instituição preparou uma estrutura para receber 17 mil eleitores, divididos em 46 seções eleitorais.
Desafios e acessibilidade nas seções
Em pelo menos duas seções, o tempo de espera superou uma hora. Na seção 35, foi necessária a substituição da urna eletrônica por duas vezes. Já a seção 440, estrategicamente localizada próxima a rampas e elevadores para facilitar o acesso de idosos e pessoas com mobilidade reduzida, também apresentou congestionamento, gerando reclamações de eleitores sobre a logística do local.
O aposentado Ernesto Ferreira Pires relatou ter aguardado cerca de uma hora e meia para acompanhar a filha. Apesar da demora na fila, ele destacou que o processo de votação em si, após chegar à urna, foi ágil. Outros eleitores, como Marco La Rosa de Almeida, criticaram a organização da seção 440, sugerindo uma redistribuição dos votantes para evitar os longos períodos de espera observados em pleitos anteriores.
Por outro lado, muitos eleitores encararam a espera com resiliência. Ismael Almeida, consultor de desenvolvimento humano com mais de 70 anos, afirmou que a participação no processo democrático é uma contribuição essencial para o país. O sentimento de dever cívico também foi compartilhado por jovens votantes, como Tomás Schneider, que aos 18 anos participou de sua primeira eleição com foco em propostas voltadas para sua geração.
O clima na PUC-SP, apesar das filas, manteve-se marcado pelo engajamento. O comerciante Thomás Cury, que já atuou como mesário em anos anteriores, ressaltou a importância de se informar sobre os candidatos. Para ele, o interesse pelo cenário político é fundamental, independentemente das dificuldades logísticas encontradas no dia da votação.







