Após superar um cenário de incertezas que quase levou ao cancelamento do evento, a 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro tem início nesta sexta-feira (11). O evento, que se consolidou como um dos pilares da cultura nacional desde 1965, confirmou sua realização após uma intervenção do governo do Distrito Federal para garantir os recursos necessários, marcando um momento de celebração para a classe artística.
Esta edição estabeleceu um marco histórico com quase 2 mil filmes inscritos, dos quais mais de 70 foram selecionados para compor as diversas mostras. A programação inclui competições de longas e curtas-metragens, além de sessões especiais voltadas para temas relevantes do audiovisual. Um dos destaques é a mostra Vozes e Lutas, que homenageia movimentos políticos e culturais, incluindo a exibição de Pontos de Partida, obra do cineasta Silvio Tendler.
A abertura oficial ocorre às 19h30, no Cine Brasília, com o filme A Pele Morta, dirigido por Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres. A obra possui um significado especial, pois foi concebida originalmente pelo diretor Geraldo Moraes, radicado na capital federal e falecido em 2017, sendo finalizada por seus filhos. A diretora-geral do festival, Sara Rocha, ressaltou a importância de valorizar as produções locais e o vínculo forte entre o festival e o Distrito Federal.
Outra novidade desta edição é a exibição de episódios da série Delegado, dirigida por Marcelo Lordello e Leonardo Lacca, com produção de Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux. A apresentação acontece no sábado (12), às 18h. A expectativa da organização é que o festival consiga ampliar seu público e fortalecer o lastro do cinema nacional, reafirmando seu papel como espaço de debate e resistência cultural.
O festival, que atravessou décadas de história, incluindo períodos de ditadura e os desafios da pandemia, mantém sua relevância ao promover o encontro entre realizadores e o público. A governadora Celina Leão, ao viabilizar o orçamento, permitiu que a programação seguisse conforme o planejado, garantindo que a capital federal continue sendo o palco central da produção cinematográfica brasileira.







