Dados recentes revelam que, em 2025, o Brasil registrou uma média de 12 agressões contra mulheres a cada 24 horas em nove estados monitorados. Esse cenário alarmante reforça a necessidade de combater o machismo estrutural, que ainda dita comportamentos e perpetua ciclos de violência em diversas camadas da sociedade brasileira.
O papel da educação familiar
Para o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral, a dinâmica familiar funciona como um código cultural onde crianças aprendem modelos de masculinidade. Quando o padrão ensinado é baseado em dominação e obediência, a violência acaba surgindo como ferramenta de controle. Ele defende que os homens precisam questionar sua própria criação para evitar a reprodução de comportamentos tóxicos.
A mudança exige que os homens não apenas reconheçam o machismo do país — admitido por 81% da população masculina segundo a ONU Mulheres —, mas que se tornem agentes ativos na desconstrução desses padrões. O diálogo aberto nas escolas e no ambiente doméstico é apontado como o caminho mais eficaz para formar novas gerações mais igualitárias.



