As exportações do Brasil para os Estados Unidos registraram uma queda de 14% em maio na comparação com o mesmo período do ano anterior. O recuo reflete os impactos das tarifas comerciais implementadas pela gestão de Donald Trump desde agosto do ano passado. Apesar do cenário negativo, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) pondera que a tendência de queda vem desacelerando nos últimos meses.
Análise do Mdic e comportamento das commodities
Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, ainda não é possível falar em uma mudança estrutural definitiva na relação comercial entre os dois países. Ele destaca que fluxos de comércio exterior demandam tempo de adaptação e que a pauta brasileira para os EUA é fortemente composta por commodities e alimentos, como petróleo, celulose, carne e café, que possuem alta resiliência e capacidade de rápida recuperação.
China amplia liderança e conflitos elevam combustíveis
Enquanto o comércio com os norte-americanos perdeu força, a China consolidou ainda mais sua posição de principal parceira comercial do Brasil. Em maio, as exportações para o país asiático cresceram 9,5%, atingindo US$ 10,5 bilhões. Além disso, as tensões geopolíticas no Oriente Médio impulsionaram as exportações brasileiras de combustíveis derivados de petróleo, devido à alta dos preços internacionais provocada por choques de oferta.



