Teve início nesta segunda-feira (17), em Ulaanbaatar, na Mongólia, a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). O evento, que se estende até o dia 28 de agosto, congrega representantes de 196 países e da União Europeia com o objetivo central de encontrar soluções para a crise global de seca, a restauração de ecossistemas e a garantia de segurança alimentar e hídrica.
Desafios e metas globais
A terra é o eixo central das negociações. A expectativa para esta edição é a implementação de ações concretas que superem os impasses da COP16, realizada em Riad. Um dos pontos cruciais é o avanço na criação de um instrumento internacional robusto para a governança sobre secas. Além disso, os países devem apresentar relatórios sobre as metas de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN), buscando estabilizar ou recuperar a qualidade dos recursos naturais globais.
Financiamento e governança
A agenda da conferência inclui a ampliação do financiamento para o combate à degradação do solo e o fortalecimento da participação social, com foco em grupos de gênero, juventude e povos indígenas. A secretária-executiva da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, Yasmine Fouad, enfatizou a necessidade de resultados práticos. “Há um reconhecimento crescente entre as Partes de que terras saudáveis são a base para a segurança alimentar e hídrica, a resiliência econômica e o desenvolvimento sustentável”, declarou.
Relatórios e instrumentos políticos
Durante o evento, serão lançados documentos estratégicos, como o “The Drying Planet – Drought in Numbers 2026”, a terceira edição do “Global Land Outlook” e o primeiro Índice Mundial de Resiliência à Seca. A conferência também busca firmar um mecanismo político de peso, similar ao Acordo de Paris para o clima. A proposta de um instrumento global de combate às secas, defendida por nações africanas, continua sendo um ponto de debate, enfrentando resistência de alguns países desenvolvidos que preferem diretrizes menos rígidas. O sucesso da COP17 dependerá da capacidade dos delegados em transformar compromissos políticos em obrigações mensuráveis para a preservação do planeta.







