O avanço tecnológico trouxe um novo e preocupante desafio para o combate ao tabagismo no Brasil: a camuflagem de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes. Dispositivos disfarçados em objetos cotidianos e até em roupas, como moletons com inaladores embutidos, têm facilitado o consumo discreto de nicotina entre os jovens, acendendo o alerta de oncologistas.
Ameaça silenciosa e proibição ignorada
Embora a comercialização de vapes seja proibida pela Anvisa desde 2009, o mercado ilegal segue em expansão por meio de redes sociais e do comércio informal. A ausência de odor característico ou a adição de aromatizantes artificiais mascaram os riscos reais do produto, criando uma nova geração de dependentes químicos de forma quase imperceptível para pais e educadores.
Dados alarmantes de apreensão no país
A gravidade do cenário é confirmada pelos números da Receita Federal, que registrou a apreensão de mais de 238 mil unidades de cigarros eletrônicos em apenas dois meses. Especialistas da Fundação do Câncer alertam que essa facilidade de acesso e a roupagem tecnológica ameaçam reverter décadas de progresso do Brasil nas políticas públicas de controle do tabaco.



