No último fim de semana que antecede o primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo (4), os candidatos à Presidência da República concentraram seus esforços em atividades de rua. A estratégia incluiu caminhadas, carreatas e encontros diretos com eleitores em diversas regiões do Brasil, intensificando a disputa pelo voto popular.
Movimentações e propostas dos candidatos
O atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizou uma caminhada na Zona Leste de São Paulo no sábado (26). Durante o evento, o petista reforçou sua posição contra a operação de casas de apostas, as chamadas bets, medida oficializada por ele na sexta-feira (25). Segundo Lula, a prioridade é evitar o endividamento das famílias de baixa renda. “Quem quiser ganhar dinheiro, que arrume um jeito honesto de ganhar, mas não matando o povo pobre, endividando o povo pobre, vendendo mentira”, declarou. Além disso, o candidato reiterou seu apoio ao fim da escala de trabalho 6×1, tema que atualmente tramita no Congresso Nacional.
Em Minas Gerais, outros nomes da disputa também marcaram presença. Candidatos focaram em pautas econômicas, defendendo a redução de impostos e custos estatais, além de maior oferta de crédito para o agronegócio e a implementação de um seguro-safra robusto. A necessidade de reduzir as taxas de juros para estimular a produção nacional foi um ponto central nas discussões levantadas durante as agendas em cidades como Belo Horizonte, Divinópolis, Pouso Alegre e Varginha.
Religião, bets e debates públicos
O debate sobre a regulamentação das apostas esportivas ganhou tração entre os presidenciáveis. Alguns candidatos manifestaram repúdio severo a essa modalidade, defendendo restrições rígidas à publicidade do setor. Em Goiânia, durante uma missa na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwiges, um dos concorrentes enfatizou a importância de separar a fé da política. “Isso é um direito de cada um e cabe ao Estado brasileiro garantir essa liberdade religiosa”, afirmou, posicionando-se contra o uso de templos como palanque eleitoral.
A agenda do fim de semana também foi marcada por uma intensa maratona de entrevistas e participações em podcasts e canais de notícias, como SBT, My News e outros veículos digitais. Enquanto alguns candidatos optaram por grandes manifestações públicas, como a realizada na Avenida Paulista, outros preferiram o contato direto em feiras populares e eventos culturais, como a Feira Hippie em Belo Horizonte e encontros de maracatu em Florianópolis. O clima de reta final reflete a urgência dos candidatos em consolidar suas bases antes do pleito, tratando temas como saúde mental e impactos econômicos das apostas como eixos centrais de seus discursos.







