A terça-feira (15) foi marcada por uma intensa movimentação dos candidatos à Presidência da República, que utilizaram o dia para fortalecer suas campanhas por meio de entrevistas, podcasts, manifestações e atos políticos em diversas regiões do país. Cada postulante ao cargo máximo do Executivo buscou pautar temas centrais de suas plataformas, desde reformas no Judiciário até políticas de segurança pública e economia.
Propostas e movimentações regionais
Ronaldo Caiado (PSD) concentrou suas atividades em Aparecida de Goiânia (GO), onde realizou um comício. O candidato aproveitou o espaço para detalhar propostas para o Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo critérios como idade mínima de 60 anos para ministros, além de uma quarentena de quatro anos para o retorno à advocacia e oito anos para a disputa de cargos políticos. Caiado também manifestou a intenção de indicar quatro mulheres para a Corte. Enquanto isso, em São Luís (MA), Hertz Dias (PSTU) reuniu-se com bancários da Caixa em greve e visitou moradores na comunidade do Rio dos Cachorros. Na ocasião, ele defendeu que instituições financeiras públicas sejam 100% estatais e operem sob o controle dos trabalhadores.
Em São Paulo, Augusto Cury (Avante) promoveu a ação “Cury Fala, Brasil Escuta” na Avenida Paulista, em frente ao Masp, ouvindo relatos da população. Já Edmilson Costa (PCB) esteve em Campinas (SP), realizando panfletagem no CAPS Reviver e na região central. Em Porto Alegre (RS), Samara Martins (UP) participou de um café da manhã na Ocupação Sepé Tiaraju, realizou panfletagem no Restaurante Universitário da Ufrgs e um ato em frente ao Ministério Público, finalizando o dia com um comício em Gravataí.
Entrevistas e posicionamentos sobre o Judiciário
O cenário político também foi dominado por entrevistas e críticas institucionais. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu entrevista ao Jornal da Record, onde afirmou que, caso seja reeleito, pretende promover uma segunda reforma no Judiciário, alterando os critérios de indicação para ministros e reforçando que o setor precisa dar o exemplo. Por outro lado, Flávio Bolsonaro (PL), em agenda por Fortaleza, criticou a crise no STF e defendeu o fim da reeleição, além de enfatizar políticas voltadas à segurança pública.
Outros candidatos mantiveram agendas distintas: Clariana Barão (DC) permaneceu em Brasília e lamentou, via redes sociais, que a crise no STF esteja desviando o foco do debate eleitoral. Renan Santos (Missão) participou de gravações e sabatinas, aproveitando para criticar a decisão do ministro Kassio Nunes Marques de se declarar impedido em um julgamento. Rui Costa Pimenta (PCO) dedicou o dia a entrevistas na Rádio Causa Operária e no Canal do Galo Preto, enquanto Wilson Grassi (Democrata) não registrou agenda pública de campanha nesta data.







