A indústria cinematográfica da Argentina atravessa um de seus períodos mais desafiadores. Com a redução drástica do investimento público e o esvaziamento do Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais (INCAA) sob o governo de Javier Milei, a produção de filmes autorais e documentários sofreu uma queda alarmante, ameaçando a identidade cultural do país.
Queda na Produção Nacional
Hernán Findling, presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Argentina, revelou que o volume de lançamentos caiu de uma média de 100 filmes anuais para apenas 12. Segundo ele, o corte total de subsídios inviabiliza o chamado “cinema de autor”, que não possui apelo estritamente comercial, mas é fundamental para a crítica social e a memória nacional.
O Papel das Plataformas de Streaming
Diante da falta de fomento estatal, os realizadores têm recorrido a financiamentos coletivos ou à produção exclusiva para gigantes como Netflix e Amazon. Embora essas plataformas mantenham técnicos empregados, especialistas alertam que deixar o controle do audiovisual apenas nas mãos de empresas privadas pode limitar as histórias que são contadas e comprometer os direitos autorais locais.



