O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta quarta-feira (19), a partir das 14h, o julgamento crucial que definirá o futuro político do Rio de Janeiro. O processo discute a realização de novas eleições para o preenchimento do mandato-tampão de governador, após a vacância do cargo principal e a desestruturação da linha sucessória estadual.
O julgamento havia sido suspenso em abril, após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. O cerne da questão reside na divergência sobre o formato do pleito: o diretório estadual do PSD defende a realização de eleições diretas, com o voto popular, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia determinado a realização de eleições indiretas, conduzidas pelos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A necessidade de um novo pleito surgiu em 23 de março, quando o ex-governador Claudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo TSE. Pouco antes da decisão, Castro renunciou ao cargo para cumprir prazos de desincompatibilização, movimento interpretado pelo PSD como uma estratégia para viabilizar as eleições indiretas. A situação é agravada pela ausência de um vice-governador, já que Thiago Pampolha deixou o posto em 2025 para integrar o Tribunal de Contas do estado. Além disso, o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, que seria o próximo na linha sucessória, também foi cassado na mesma decisão que atingiu Castro.
Atualmente, o comando do estado está sob responsabilidade interina do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro. A definição do STF sobre a natureza das eleições é aguardada com expectativa, pois determinará se o próximo governador será escolhido diretamente pela população fluminense ou através de votação parlamentar na Alerj.
O desfecho deste julgamento é fundamental para a estabilidade política do Rio de Janeiro, que enfrenta um vácuo de poder sem precedentes. A decisão dos ministros do Supremo não apenas definirá o rito eleitoral, mas também selará o destino da governabilidade estadual até o fim do mandato em curso, impactando diretamente a administração pública e as instituições locais.







