A bandeira tarifária amarela permanecerá em vigor durante todo o mês de setembro. A decisão, comunicada oficialmente, mantém o acréscimo nas faturas de energia elétrica para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O custo adicional estabelecido é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Impacto do período seco
Esta é a quinta vez consecutiva que a bandeira amarela é aplicada. A manutenção da cobrança extra é motivada pelo período seco que atinge diversas regiões do país, resultando em uma geração hidrelétrica reduzida devido aos baixos níveis dos reservatórios. Como consequência, o sistema precisa recorrer ao acionamento de usinas termelétricas, que possuem um custo de operação significativamente mais elevado.
A sinalização reflete condições menos favoráveis para a produção de energia no Brasil, exigindo o uso de fontes com custos de geração maiores. Diante deste cenário, a recomendação oficial é pelo uso consciente da energia elétrica. Pequenas mudanças de hábito no cotidiano podem contribuir para reduzir o consumo total e auxiliar no controle dos gastos mensais com a conta de luz.
Entenda o sistema de bandeiras
O sistema de bandeiras tarifárias, implementado em 2015, foi criado para refletir os custos variáveis da geração de energia no país. As cores das bandeiras — verde, amarela e vermelha — servem como um indicador mensal de quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional gerar a eletricidade utilizada em residências, comércios e indústrias.
Enquanto a bandeira verde não apresenta qualquer custo adicional, as bandeiras amarela e vermelha sinalizam a necessidade de cobrança extra sobre o consumo. O objetivo é garantir transparência e sinalizar ao consumidor o momento em que a geração de energia se torna mais cara, permitindo um planejamento financeiro mais adequado frente às variações climáticas e operacionais do setor elétrico nacional.







