Foi publicada uma atualização nas normas de segurança sanitária voltadas para o setor aeroportuário e de aviação civil no Brasil. A nova regulamentação estabelece diretrizes rigorosas para a manutenção da qualidade da água, procedimentos de limpeza, gerenciamento de resíduos sólidos, controle de pragas e protocolos de atendimento de saúde em aeroportos. O texto substitui as diretrizes que estavam em vigor desde 2002, visando alinhar os procedimentos operacionais às demandas contemporâneas de vigilância em saúde.
Implementação e Gestão da Qualidade
A nova resolução, que entra em vigor em um prazo de 150 dias, torna obrigatória a implantação de sistemas de gestão da qualidade focados na segurança sanitária. Esta exigência abrange aeroportos classificados nas categorias III e IV, como os terminais de Guarulhos, Brasília e Galeão, além de companhias aéreas que operam voos regulares com aeronaves equipadas com banheiros ou sistemas hidráulicos. As organizações terão um cronograma de 24 meses para a implementação integral das medidas, sendo que as áreas de gestão documental e treinamento de pessoal devem estar estruturadas em até 12 meses.
Planos Específicos e Emergências
As empresas e administradores aeroportuários deverão elaborar planos de gestão específicos para cada área de controle sanitário, incluindo o Plano de Gestão de Água Potável, o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e o Plano de Gerenciamento de Limpeza e Desinfecção. A norma também detalha protocolos para situações de emergência em saúde pública. Em cenários de eventos sanitários de relevância nacional ou internacional, as entidades deverão adaptar seus protocolos conforme as orientações emitidas pelas autoridades competentes.
Expansão de Operações Internacionais
Para os aeroportos que planejam iniciar operações internacionais, a resolução impõe uma etapa de avaliação sanitária prévia. A autorização para voos internacionais dependerá da comprovação do cumprimento integral de todos os requisitos sanitários estabelecidos, processo que poderá incluir inspeções presenciais por parte dos órgãos de fiscalização. Esta medida reforça o compromisso com a biossegurança em pontos estratégicos de entrada e saída do país, garantindo que a infraestrutura aeroportuária esteja preparada para lidar com os desafios sanitários atuais de forma eficiente e padronizada.







