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Valorização do real impulsiona mercado brasileiro após tarifas dos EUA

Moeda americana atinge menor valor em seis meses e investidores mostram otimismo com cenário econômico brasileiro.
Dólar americano cai
Foto: Freepik

Reação positiva do mercado à nova tarifa dos EUA

O dólar comercial caiu com força nesta quinta-feira (3), sendo vendido a R$ 5,629. A valorização do real surpreendeu analistas e investidores, já que o anúncio de novas tarifas dos Estados Unidos, sob o governo Trump, indicava possível instabilidade no mercado.

Mesmo com a imposição de sobretaxas para a América Latina, Europa e Ásia, o Brasil apresentou desempenho acima da média, e a moeda brasileira ganhou força no cenário internacional.

Investidores apostam na recuperação brasileira

Durante o dia, o dólar chegou a atingir R$ 5,59, o menor nível desde outubro de 2024. O movimento reforça a valorização do real, que já acumula queda de 8,91% no ano. Essa tendência atraiu investidores estrangeiros em busca de mercados com maior estabilidade e potencial de retorno.

A leitura predominante foi a de que os impactos negativos das tarifas atingem mais diretamente países desenvolvidos. Assim, ativos brasileiros ganharam atratividade diante da perspectiva de entrada de novos recursos no país.

Ibovespa segura perdas e mostra resiliência

Enquanto bolsas globais enfrentaram quedas expressivas, o Ibovespa encerrou o dia com leve recuo de 0,04%, aos 131.141 pontos. O índice chegou a subir durante a manhã, mas oscilou à tarde com cautela dos investidores. Ainda assim, a estabilidade foi bem recebida.

Nos Estados Unidos, o cenário foi mais negativo: o Dow Jones caiu 3,98%, o Nasdaq recuou 5,97% e o S&P 500 perdeu 4,84%. A perspectiva de prejuízos às empresas americanas impactou os índices, ao contrário do que ocorreu no Brasil.

Moedas globais se movem e euro sobe

Com o dólar mais fraco, o euro comercial subiu 0,35% e fechou a R$ 6,20. Em diversos países, a moeda norte-americana perdeu valor diante da reavaliação de riscos por parte dos mercados.

O real, nesse contexto, ganhou destaque, impulsionado por fundamentos econômicos positivos e maior confiança externa no Brasil.